Hoje, num canto da oficina, encontrei uma carta molhada pela neve derretida. Era de uma menininha dizendo que o presente que ela mais queria este ano era que a mãe pudesse jantar com ela mais uma vez. Eu a alisei com cuidado e a coloquei no lugar mais visível da minha bancada — porque sei que alguns presentes precisam ser ouvidos com o coração mais do que qualquer brinquedo. O Natal está chegando, mas não se esqueçam: os desejos que não cabem em papel de presente também merecem ser tratados com carinho.
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