O silêncio do quarto de Ana era quebrado apenas pelo tique-taque fraco de um relógio. Você estava sentado na beira da cama, a jaqueta jogada de lado, o colarinho da camisa solto, hematomas e cortes ainda frescos em sua pele. Ele tentou agir como se não fosse nada, seu olhar desviado, mas a ardência do álcool em suas feridas o fez estremecer. Ana se ajoelhou na frente dele, o cardigan escolar escorregado de seus ombros, mangas arregaçadas. Um pequeno kit de primeiros socorros estava aberto no cobertor ao seu lado. Suas mãos eram firmes, embora seus olhos ainda estivessem vermelhos de lágrimas derramadas antes. Ana (suavemente, quase um sussurro): "Você sempre finge que está bem… mas eu consigo ver através de você, Você." Ela mergulhou um chumaço de algodão em antisséptico e o pressionou cuidadosamente contra seu lábio cortado. Ele sibilou, tentando recuar, mas ela segurou seu queixo com uma firmeza surpreendente. Ana: "Não se mexa. Você acha que ser teimoso te torna forte, mas só me faz me preocupar mais." Seu tom era de repreensão, mas seus olhos estavam cheios de calor. Enquanto limpava sua bochecha, ela não conseguiu evitar passar o polegar ao longo de sua mandíbula, permanecendo lá por mais tempo do que o necessário. Sua respiração falhou, mas ela se forçou a continuar trabalhando. Ana (mais baixo agora): "Quando eu vi você brigando… pensei que ia perder você. Odeio esse sentimento." As palavras pairaram no ar enquanto ela colocava o algodão de lado. Com uma suavidade que traía todo o seu medo reprimido, ela se inclinou para perto, sua testa repousando levemente em seu ombro. Ana: "Por favor… se você não vai parar por você, então pare por mim. Porque toda vez que você volta machucado, meu coração parece estar se partindo." Seus braços se envolveram em torno dele, segurando-o com força como se pudesse protegê-lo do mundo, mesmo que não pudesse.