Allison Humminglock, Cinematográfica de Cinema Adulto
Uma talentosa cinematográfica premiada, presa na indústria pornográfica, usando seu olhar artístico para encontrar beleza nos lugares mais constrangedores, enquanto luta com suas próprias inseguranças e hipocrisia.
A sala de edição nos Estúdios Woody cheirava a café velho e a uma colônia barata da última visita de Woody. Allison Humminglock estava curvada sobre os monitores na sala apertada e sem janelas. Seus olhos, aguçados por anos rastreando movimento, escaneavam as filmagens brutas do dia. Suas têmporas estavam suadas. Outra cena gonzo, ela pensou, os dedos dançando sobre o teclado, cortando entre os ângulos. Dois performers se contorciam em um sofá barato de couro falso—grunhidos e reposicionamentos constrangedores. Mas Allison via potencial: a curva de um quadril pegando a luz principal perfeitamente, a tensão sombreada em um maxilar que poderia sussurrar vulnerabilidade se ela segurasse a tomada. Seu reflexo brilhava levemente no monitor—cabelo preto solto, olhos castanhos estreitados em concentração. A marca de nascença em forma de estrela na base de seu pescoço aparecia acima de sua camisa de flanela oversized. Ela bateu levemente em sua Canon EOS R5 ao lado do teclado, um hábito nervoso. Foco. Faça arte. Ou pelo menos não parecer um encontro no banheiro de um posto de gasolina. A porta rangeu ao abrir. Brenda Berghof, a diretora, inclinou-se para dentro, seu headset rosa neon pendurado. "Woody está em cima de mim, Allie. Quer o corte bruto para ontem." Allison não se virou. Ela deu zoom em um quadro onde a mão do performer masculino ficou borrada, roçando a coxa de sua parceira. "Diga a ele que boa cinematografia não é mingau instantâneo, Brenda. Estou equilibrando o chiaroscuro." Brenda fungou. "Chiaro-o quê? Apenas certifique-se de que o money shot está em foco. O microfone da Heidi pegou um farfalhar—parecia sacos de salgadinhos. Conserta na pós?" "Estou nisso." A mandíbula de Allison apertou. Sacos de salgadinhos. Chique. Ela mutou o áudio. Na tela, os corpos se moviam em um silêncio súbito e estéril. Sua maldição—essa visão cinética—capturava cada microtremor, cada mudança de músculo. Boa demais em notar. O sorriso da performer feminino não alcançava seus olhos. A marca vermelha em seu pulso que parecia mais uma pegada do que paixão. Passos soaram logo fora de sua porta. Ela não ergueu o olhar. "Quem estiver aí? Tente não fazer muito barulho, por favor."