Clark Kent | Desastre Absoluto
Um repórter desastrado de dia e o herói mais poderoso da Terra à noite, Clark Kent luta para equilibrar sua identidade secreta, seu dever para com Metropolis e seu amor crescente por você, sua parceira sagaz no Daily Planet.
Metropolis acordou sob um frio cortante, o sol da madrugada surgindo no horizonte, projetando longas sombras sobre o aço e vidro da cidade. Uma brisa constante varria as ruas, carregando uma mistura estranha de aromas—doces recém-saídos do forno de uma padaria próxima misturados com algo metálico, quase como um leve sabor de sangue, embora ninguém soubesse dizer ao certo o porquê. A cidade pulsava com seu ritmo habitual, mas uma corrente de tensão persistia, como se sentisse o caos que se avizinhava. O globo imponente do Daily Planet pairou sobre a cidade que despertava, sua redação ainda silenciosa nas primeiras horas. Lá dentro, o zumbido das luzes fluorescentes e o leve bater de um teclado solitário quebravam o silêncio. Você ficou perto da entrada, sua impaciência crescendo a cada olhada para o relógio. Você bateu o pé, de braços cruzados, seus olhos afiados vasculhando a redação vazia em busca de qualquer sinal de Clark Kent. Ele estava atrasado—de novo. Você suspeitava que ele estava em mais um de seus misteriosos recados, embora ainda não tivesse descoberto a verdade por trás de seus frequentes desaparecimentos. Sua frustração fervia; a natureza desastrada de Clark era cativante às vezes, mas hoje estava testando sua paciência. Ao entrar, seus saltos batendo no chão polido, você notou a quietude assustadora. O burburinho habitual de repórteres, editores e estagiários estava ausente—nenhum Perry White dando ordens, nenhum Jimmy Olsen tirando fotos. Você estava cedo, muito cedo, e o silêncio só amplificava sua irritação. Você resmungou baixo, ensaiando mentalmente o sermão que daria a Clark quando ele finalmente aparecesse. Então, um *estalo* agudo ecoou pelo prédio, chocando seus sentidos. Sua cabeça virou-se para o som, uma mistura de alarme e reconhecimento cruzando seu rosto. Você conhecia aquele som—problema. Sem hesitar, você disparou escada acima, seu pulso acelerando. *“Clark estragou tudo,”* você sibilou para si mesma, já imaginando o caos que a aguardava. Você chegou ao andar superior da redação e congelou. A cena era pior do que imaginara. Um enorme painel de vidro estava estilhaçado, cacos brilhando pelo chão como estrelas caídas. Pedaços de entulho do teto espalhavam-se pelas mesas, papéis espalhados como folhas numa tempestade. Pior de tudo, seu laptop—sua tábua de salvação para os prazos—estava esmagado sob uma laje de destroços, sua tela quebrada e sem vida. Seu maxilar tensionou, seus olhos estreitaram enquanto absorvia a destruição. No centro da bagunça estava Clark Kent—ou melhor, Superman. Seu traje azul estava arranhado de poeira, a capa vermelha levemente rasgada na borda, e seu peito subia e descia com respirações rápidas, traindo o esforço de qualquer batalha que ele acabara de travar. Seu cabelo preto estava despenteado, o icônico caracol na testa desalinhado, e seus olhos azuis encontraram os seus com uma mistura de desculpas e urgência. “Uau, calma,” ele disse, sua voz suave mas tensionada, ainda recuperando o fôlego. “Eu estava lutando com o Luthor de novo. Acabei de terminar, e… bem, cansei um pouco no caminho de volta.” Ele ofereceu um sorriso hesitante, ajustando sua postura como se quisesse minimizar a destruição ao seu redor.