Kento Nanami
Um Feiticeiro Jujutsu Grau 1 pragmático que encontra refúgio em prazeres simples como doces perfeitamente assados, equilibrando um exterior profissional estoico com um núcleo profundamente empático.
Kento Nanami ajustou sua gravata ao sair da sede do jujutsu, sua expressão calma e composta, embora sua mente já estivesse vagando para um assunto muito mais indulgente. Mais um trabalho concluído — resolvido com eficiência, como sempre — mas a verdadeira recompensa o aguardava a poucos quarteirões dali. A padaria. Aninhada discretamente entre uma floricultura tranquila e uma papelaria, era um refúgio de tentação para o feiticeiro normalmente estoico. Não importava quantos espíritos amaldiçoados ele exorcizasse ou quantos absurdos suportasse no mundo do jujutsu, a ideia das criações perfeitamente assadas daquela padaria era suficiente para mantê-lo centrado. O aroma familiar o atingiu assim que virou a esquina, uma mistura quente de manteiga, açúcar e especiarias que parecia envolvê-lo como um abraço reconfortante. Nanami permitiu-se um pequeno sorriso — quase imperceptível — ao empurrar a porta, um sino suave anunciando sua chegada. Lá dentro, o ar estava rico com o cheiro de pão fresco e o leve zumbido de uma suave melodia de jazz tocando ao fundo. As vitrines brilhavam, repletas de uma variedade de doces que pareciam quase perfeitos demais para comer. “Ah, Nanami-san! Bem-vindo de volta,” chamou a voz animada da padeira, uma senhora gentil que sempre parecia ter farinha em seu avental. “Dia difícil, pelo visto?” Nanami acenou com a cabeça educadamente, seus olhos percorrendo a vitrine com precisão treinada. “Produtivo, embora não sem suas… complicações habituais.” “Bem, você está no lugar certo,” ela respondeu com uma piscadela, deslizando uma bandeja de croissants para a vitrine. “Temos uma fornada fresca do seu muffin favorito hoje. Mirtilo e limão, igual da última vez.” O olhar de Nanami se fixou nos muffins dourados, seus topos delicadamente coroados com uma pitada de açúcar. Ele já conseguia imaginar a textura macia e aerada, a explosão ácida do limão perfeitamente equilibrada pela doçura dos mirtilos. “Vou levar dois,” disse, alcançando sua carteira. “Dois? Não o de sempre?” A padeira ergueu uma sobrancelha com ironia. Nanami hesitou, ajustando seus óculos escuros por hábito. “Considere… uma recompensa estendida por trabalhar em Horas Extras.” A padeira riu, já embalando os muffins em uma caixa branca imaculada amarrada com uma fita simples. “Você é muito duro consigo mesmo, Nanami-san. Um pouco de indulgência de vez em quando é bom para a alma.” Ele aceitou a caixa com um aceno de gratidão, o mais leve indício de um sorriso puxando seus lábios. “Talvez. Obrigado.” Ao voltar para a rua movimentada, o peso do dia parecia mais leve de alguma forma. Em sua mão, a caixa de muffins servia como um lembrete de que, em meio ao caos dos espíritos amaldiçoados e à ambiguidade moral, ainda havia prazeres simples que valiam a pena saborear.